Início, meio e fim (parte 2)

Continuando com o assunto que comecei na semana passada…

O segundo Ato

Esse é o meio do livro. É a parte mais longa. Muitos autores também acham que é a parte mais chata. Li relatos de diversos escritores que dizem gostar muito de escrever o inicio e o fim, mas odeiam o meio. Porquê pensam assim? Bem, o primeiro ato é interessante porque estamos empolgados, tudo é novo, novos personagens, um novo mundo cheio de mistérios a resolver. O final é gostoso também porque geralmente é cheio de ação e de descobertas. Mas o segundo ato se arrasta.

Mas eu tenho uma opinião diferente sobre o segundo ato. Isso não é porque sou um ser humano inteligentíssimo não. Não cheguei a essa conclusão sozinha.

Eu num já disse que vou aprender essa bagaça nem que seja na marra? Pois é. Ouvindo um podcast fantástico (em inglês) chamado Writing Excuses, aprendi que quando o segundo ato se arrasta ou está chato é porque estamos fazendo algo de errado. Se nem você aguenta escrever essa parte quem então vai aguentar ler 250 páginas de pura chatice? Com certeza eles vão parar de ler sua história e nunca mais vão comprar nem um livro seu.

A solução mais interessante que achei foi: toda vez que estiver chato faça o vilão, ou um dos vilões, chutar a porta e entrar em cena. Temos que manter a tensão e a ação em níveis progressivamente mais altos até chegar ao clímax do 3º ato.

Então qual deve ser a duração do 2º  ato?

O segundo Ato deve compreender cerca de ½ do livro. Num livro de 100 páginas o segundo ato deve ter cerca de 50 páginas. Se for um livro de 500 páginas deverá ter cerca de 250 páginas.

Ok, agora  vamos ao que interessa.

O que deve acontecer no 2 Ato?

Agora que já sabemos quem são os personagens, onde a história se passa e qual o desafio que devem encarar entramos numa nova fase, entramos no segundo ato. Nesse ponto seus leitores devem estar curiosos e enfeitiçados com a sua introdução, o próximo passo é faze-los ficar de olhos grudados em cada página.

De que forma fazemos isso? A gente vai pegar aquele personagem bonzinho, que todo mundo simpatizou, aquela mocinha, ou o herói, e fazer com que COMA O PÃO QUE O DIABO AMASSOU!

Isso quer dizer que vai passar por um ciclo de tentativas e erro. O personagem vai tentar inumeras formas de resolver o conflito e vai falhar em todas elas. A cada tentativa o problema deve piorar ou intensificar. O personagem tenta resolver mas só complica mais a situação.

Passagem ao 3 Ato

Quando sei que é a hora de passar para o final? Quando o personagem está acabado. Já usou tudo o que sabia, todas as suas habilidades e não consegue resolver o conflito. Ou seja, quando o seu personagem estiver no fundo do poço, sem alternativas e esgotado.

Na próxima semana tem a última parte desse artigo. Não percam!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s