Dicas do terror!!!

Estou garimpando agora por artigos e dicas sobre como colocar mais terror em meus textos. Achei interessantíssimo que sempre pensei que horror e terror fossem a mesma coisa. Acabei de descobrir na Wikipédia que são coisas completamente diferentes (ver artigo completo em http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_de_horror).

Enquanto o terror está mais ligado ao psicológico, o horror tem fortes ligações com o sobrenatural. Há há. Acabei de descobrir que o que quero é descobrir como colocar mais horror nas minhas cenas e não terror. Bem… quero colocar terror também. Hehehehe.

A primeira coisa que encontrei e que achei bem interessante foi um artigo com os dez clichés que devemos evitar quando escrevendo horror. Este texto é de William Meikle e pode ser encontrado na íntegra no endereço (english only – sorry guys!) http://horror.fictionfactor.com/articles/cliches.html Pode deixar que eu vou dar uma resumida no texto pra vocês.

1º. A mulher sozinha na casa velha e escura.

Geralmente loira e com um corpaço, ela não é muito esperta. Ela fala coisas como: “Quem está ai?” Ou “É você quem está ai Joe?” e depois entra no local mais escuro da casa para ver o que há lá.

2º. A mãe do garotinho que já não é mais a mamãe.

O guri diz: “essa não é a minha mãe” e o médico insiste que a desconfiança está apenas coisa da cabeça dele. Logo depois não só a mãe mas também o guri não são os mesmos.

3º. A experiência que deu errado.

Cientistas que explicam que os fins justificam os meios e quando menos esperam são atacados pelas próprias experiências ou seres que criaram. Quem deseja seguir essa linha deve conhecer alguns cientistas de verdade. Muitos deles são muito mais esquisitos do que seus equivalentes da ficção e podem fornecer ótimo material para histórias.

4º. A turba enfurecida de aldeões.

As vezes há um líder, tipo um velho ou velha que teve um neto morto. Outras vezes é apenas um aglomerado de gente gritando e brandindo tochas acesas.

5º. O padre que perdeu a fé.

Há duas maneiras que essa situação pode rolar. Em uma a criatura diz: “o seu fraco deus significa nada pra mim” e mata o padre de uma maneira bastante sanguinolenta ou a criatura diz: “o seu fraco deus não significa nada pra mim” e o padre dá um passo adiante e afugenta o monstro.

6º. Correndo pelo mato no escuro (hey, eu ia usar essa!).

Pessoas correndo no escuro, agitando uma lanterna e gritando “Mulder, onde você está?” enquanto uma presença maligna que emana das árvores os seguem. Este clichê também é conhecido pelo nome de “A bruxa de Blair”.

7º. Brincando com forças ocultas.

Criancinhas decidem brincar com o tabuleiro de Ouija da vovó – aqui no Brasil é a famosa brincadeira do copo – e quando eles menos esperam o tabuleiro sai voando pelos ares, ou o copo. Uma maneira mais interessante de fazer isso seria arrumar um novo jeito de conjurar o demônio. Buffy e Charmed – duas séries de TV que usaram essa fórmula.

8º. O amor de uma boa mulher.

Lembram de King Kong? A fera morre de forma vergonhosa e alguém diz: ó, foi a bela que matou a fera! Essa formula existe desde quando nossos ancestrais contavam histórias ao redor de uma fogueira.

9º. Vamos nos separar.

Todos sabem que o monstro está por perto e mesmo assim alguém diz: “precisamos de explorar esse lugar, que tal nos separarmos para procurar tal coisa e depois a gente se encontra aqui?” porque as pessoas acham que essa é uma boa ideia? Assistam Buffy e veja quantas vezes o grupo se perde. Ou então Scooby e salsicha que sempre se separam do grupo e acabam dando de cara como monstro.

10º. Estou livre.

O monstro é derrotado e o mocinho vira para os outros sobreviventes para proclamar sua grande vitória. De repente a criatura ressurge e destroça o mocinho. Que chatoooo!

Conclusão:

Bem, adorei ler e traduzir esse artigo. É impressionante como a gente sem perceber acaba pensando sempre nas respostas mais obvias. Esse texto matou um monte de ideias que tinha elaborado para diversos projetos… aiaiaiai. Ninguém disse que vida de escritora era fácil, né? Agora nos resta dar uma boa lida em nosso material e ver se não estamos fazendo algo batido e previsível. E lá se foi a minha cena brilhante da protagonista correndo no meio do mato! Chaaaaaato…

Bjus da Barts

3 pensamentos sobre “Dicas do terror!!!

  1. HAHAHAHAHA
    Eu lembro que um amigo estava escrevendo uma história simplesmente baseada em clichês e eu até dei uma ajudadinha. Eu tou sempre notando essas coisas…
    Tipo… pq uma pessoa correndo de um carro não salta pro lado ou corre pra um canto estreito?
    Pq pessoas fungindo de alguém ou de um grupo vão pra lugares algos (telhados de prédios) de onde não poderão escapar?
    E tem até os acontecimentos mais imbecis mesmos como
    – Sempre que desligam o telefone na sua cara, mesmo ouvindo o tom de ligação terminada, vc continua dizendo ALÔ!
    – Sempre que batem à porta, parece que tem gente do outra lado esperando para abrir.

    hahahah
    mas eu nunca lembro de muitos assim do nada. Tenho que fazer lista.

  2. hahahh adorei esse post, muito util mesmo. Eu ja estive me questionando sobre o horror e o terror e ou li e não lembrava a diferença ou, por algum motivo, nem me dei ao trabalho de procurar. Mas foi muito util mesmo.
    Ah, obrigada pelo apoio. Agora começei a faculdade e estou muito animada.
    Beijos

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