Elementos da Aversão – parte 1

Elementos da aversão – Parte 1

É um ótimo texto porém ficou longo demais. Decidi então dividi-lo em três partes. Espero que curtam.

INTRODUÇÃO

Ainda em busca de como tornar meus livros mais convincentes me deparei com um texto de Elizabeth Barrette (veja o original neste endereço. English only. Sorry guys! http://horror.fictionfactor.com/articles/aversion.html). Achei esse texto muitíssimo interessante porque ela fala do quê exatamente faz o gênero horror causar tanto horror em nós. Ela questiona porquê somos atraídos por ele. Porque essas histórias tem um magnetismo irresistível. Quais são os elementos mais comuns nessas histórias e porque diachos nós somos compelidos a ler justamente quando está escuro.

Adorei isso! E é verdade. E percebi isso assistindo filmes. Eu sei que o filme é de horror ou terror e mesmo assim eu assisto. É logico que fico morrendo de medo que mal consigo dormir depois. O interessante é que mesmo sabendo que vou me sentir assim depois que ver o filme ainda o assisto. E é sempre de noite. Porque não assistir á tarde? Ou num sábado de manhã? Nããããão! Eu tenho que assistir esse tipo de filme Á NOITE! Santa inteligência. Eu devo ter algum desvio de personalidade…

Então o que acontece?

Segundo Elizabeth isso é por conta dos nossos antigos instintos de bater ou correr. Nossos ancestrais dependiam desse instinto quando viviam em cavernas e precisavam de se defender de predadores. Mas ai alguém inventou a civilização e a vida se tornou bem mais calma. Nada de correr atrás de mamutes e enfrentar dentes-de-sabre famintos. Que tédio! A vida se acalmou mas os instintos permaneceram. Então começamos a nos sentir inquietos. Faltava alguma coisa: a excitação de viver no limite, a tensão entre caça e caçador.

Isso é o que está no fundo dessa necessidade bizarra que temos de ler ou assistir a histórias de horror. É o fluxo de adrenalina despejada na corrente sanguínea, que faz nosso coração bater mais rápido, a respiração ficar ofegante e nos imaginamos no limite. Essa sensação é gostosa. E vicia.

Além disso curtimos também os aspectos mais criteriosos do horror. Algumas histórias chocam ou provocam nojo, mas o melhor horror tem a finalidade de nos balançar, tirar-nos de nossa zona de conforto. Ele nos faz pensar, força-nos a confrontar ideias que ignoramos e desafia todos os tipos de preconceitos que tenhamos. O horror nos lembra que o mundo não é tão seguro quanto aparenta. Isso faz nossos músculos mentais se exercitarem e mantém nossa atenção aguçada.

Os elementos da aversão estão divididos em duas classes: 1)Elementos de ausência e 2)Elementos de presença.

1) Elementos de ausência

Os elementos de ausência causam horror porque tiram as coisas as quais dependemos, perturbam nossos conceitos formados, tiram a sensação de segurança e de como o mundo deve funcionar. Eles assustam porque puxam o tapete das certezas de debaixo de nossos pés; eles suspendem as regras que nós usamos para lidar com a realidade que nos cerca. Eles torcem e empenam o que nos é familiar/conhecido no não-familiar/desconhecido. Eles nos aborrecem com as diferenças.

Ufa! Essa tradução demorou. Até semana que vem!!!

Um pensamento sobre “Elementos da Aversão – parte 1

  1. Bem interessante.
    Em meu caso é pq gosto muito de sentir sensações e emoções diferentes e, normalmente, as que menos sinto no cotidiano.

    Mas tão interessante como, é ver seu emprego do verbo “precisar + de + verbo no infinitivo” algo que nunca ouvi antes em primeira mão. Já vi o emprego escrito aqui e ali. Normalmente você fala assim mesmo?
    Fui procurar pela net e vi que algumas regiões do Brasil podem fazer este mesmo uso. Nós aqui de Fortaleza usamos mais “precisar + verbo no infinitivo”, isto é, sem a preposição.

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