Como escrever um livro em 12 lições

Achei tão legalzinho esse texto… Achei no seguinte endereço: http://livrariasolmar.blogspot.com/2010/02/como-escrever-um-livro-em-12-licoes.html

Eu sei que as dicas são básicas, mas é que tem ainda muita gente que quer escrever um livro sem passar por elas. Quem é aspirante a escritor tem que ter uma coisa em mente: O livro não se escreve sozinho, você vai ter que gastar tempo e energia nele. Vai ter que pensar nos detalhes e criar os personagens. E acima de tudo: vai ter que ler! Eu não entendo isso de gente que quer escrever um livro mas que não gosta de ler. Isso é uma total contradição.

Como escrever um livro em 12 lições

– Fazer um plano do livro. Quem são as personagens? Qual o enredo? Quantos conflitos existem? Como será o final? Não comece o livro sem saber como vai terminar. O enredo tem três partes simples: problema, conflito e resolução.

– Não adiar o trabalho, um escritor escreve todos os dias, nem que seja só na sua cabeça, não há espaço para a preguiça.

– Encontrar o ponto de vista do narrador é regra básica, temos que definir a voz do livro.

– Para escrever uma página tem de ter lido pelo menos cinco. Escrever é uma maneira de imitar os grandes. Ninguém aprende sozinho.

– Todas as personagens têm de querer algo, um desafio pela frente. As personagens não podem ser banais nem apenas um estereótipo, têm de nos surpreender, têm de nos ensinar algo de novo.
Tem de haver conflito entre as personagens para despertar interesse. Quando temos duas muito semelhantes, acabamos por matar uma delas.

– A investigação é fundamental, mas nada de googlanço, da Internet às bibliotecas, todos os recursos têm uma chave, mas se queremos entender o que alguém sente temos de passar por isto, investigue também pela pratica do ato.

– O primeiro parágrafo é importantíssimo, mas não comece a descrever o tempo, “naquela tarde o vento soprava”, já não se usa , isto vem do século XIX, evite técnicas batidas.
Relembramos a ordem da escrita. Um livro atravessa, no regime clássico, quatro fases: apresentação, complicação, clímax e desenlace, revelar o que se move no enredo e como se move, não se esqueça de criar um cenário.

– Quantos pontos de exclamação usou? Uma regra de oiro: não pode abusar nos pontos de exclamação!
A narrativa terá de ter várias ações, não pode existir apenas uma ação principal.
Deve ter cerca de três personagens e três ações , mais é arriscado.

– Quantos adjetivos tem por frase? O adjectivo usa-se quando o escritor não tem o poder de descrição. É preciso capacidade de perder o amor às suas metáforas, rever o texto e mudá-lo,é essencial apagar mais do que escrever.

10ª– Quantas páginas temos de folhear até chegar alguma ação? Temos de por a personagem a agir, dessa forma entendemos melhor quem é, e passamos para o enredo.
Se pretende um retrato social, faça uma ponte entre a vida do protagonista e a sociedade, ligue o último parágrafo do contexto particular com o primeiro do geral.

11ª– Não termine nunca o livro com “E viveram felizes para sempre”, ou “Acordei e tudo não passava de um sonho”. Não é final que se apresente, são fórmulas fáceis e redutoras, o leitor sente-se traído.

12ª– Na mente do escritor deve estar sempre isto: as pessoas lêem para descobrir mundos e personagens novas e nesse desconhecido encontrarem-se a si próprias.

4 pensamentos sobre “Como escrever um livro em 12 lições

  1. Não concordo com a 1ª.
    Geralmente tenho uma noçãozinha do que QUERO que aconteça no final. Tipo, se vai ser um belo de um “CONTINUA”, se vai ter uma revelação, se vai ser triste, se vai ser feliz, ou algo do gênero. Mas não gosto de deixar tudo já acertado, se não escrever perde a graça. Sou uma altora que se deixa levar de acordo com que a história pede, nada de planejar tudo com antecedência. Claro que essa é só a minha opinião.

    • Olá, Rebeca!
      Eu sou Renato e ando por aqui de vez em quando ajudando a Bartyra com o blog.

      Olha, em matéria de como se fazer algo, o que quer que seja, existirão incontáveis maneiras de se atingir o mesmo objetivo. Quando dizemos que estruturar sua história, seus personagens, é uma forma de minimizar problemas como incoerência e trama fraca. No entanto, cada um faz como melhor lhe apetecer. Escritores de renome não são exceções. Entre eles você encontra que não começa a escrever enquanto não tiver em mãos tudo perfeitamente estruturado. Bem como aqueles que acham que se já sabem tudo que vai acontecer, pra que escrever? Eles querem mais é ir descobrindo página a página junto com o leitor.
      Da mesma forma, alguns criam seus personagens fio por fio de cabelo. Outros criam uma base bem forte e vão conhecendo-os com o desenvolver da trama, assim como conhecemos as pessoas em nossas vidas.
      Então, aqui vai uma sugestão: quando der de cara com estruturas e “Como fazer…” algo, tire deles o que lhe melhor servir, mas não feche sua mente pro que novas ideias podem trazer de bom.

      Quando comecei a me interessar pela escrita por que eu queria contar os inúmeros mundos que eu tinha em mente e criava o tempo todo, eu vivia bloqueado. Eu escrevi algumas páginas e não conseguia mais avançar. Mas um belo dia, escutando entrevistas (Barnes & Noble: Meet the writers) deparei-me uma afirmação de um escritor que ficou dando uma coceirinha no canto de meu cérebro. Ele(a) [não lembro] disse: eu nunca começo a escrever sem saber onde quer chegar. E isso mudou minha vida completamente. Eu passei a criar melhor, estruturar melhor e isso me levou adiante em meu sonho. Então, em vez de se mostrar contra uma ideia logo de cara, teste-a uma vez ou outra e veja no que dá. Talvez criar um final não funcione com você, mas pode ser que o ato de criar um final te mostre outras características do processo criativo que te sirvam melhor.

      Abraço
      Espero tê-la ajudado

      Visita também meus blogs
      crgondim.wordpress.com
      polimnianeurastenica.wordpress.com
      e se tiver twitter, tb estou lá
      @polineura

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