Especial Fantasia #2

Fantasia (gênero)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fantasia é um gênero de arte que usa a magia e outras formas sobrenaturais como o elemento principal/primário de uma história. Este gênero é geralmente distinguido de Ficção Científica e horror pelo aspecto geral, atmosfera e pelos temas de cada autor individual, embora haja uma grande sobreposição entre os três (conhecidos no seu conjunto por Ficção especulativa). De modo geral, o termo fantasia cobre trabalhos de escritores, artistas e músicos, desde mitos e lendas até obras mais recentes, conhecidas por uma vasta audiência.
Como noutras formas de ficção especulativa, os acontecimentos e acções na literatura fantástica muitas vezes diferem daqueles possíveis na realidade. Em muitos casos, especialmente em trabalhos mais antigos, mas também em muitos modernos, isto é explicado por uma intervenção divina, mágica, ou de outras forças sobrenaturais. Noutros casos, mais frequentemente em trabalhos de História, na chamada High Fantasy, a história pode acontecer num mundo fantástico, que é completamente diferente do nosso, completado com leis distintas da natureza que permitem a magia.

Definição

As características definidoras da “ficção fantástica” e muitos dos seus subgêneros são assunto de debate entre escritores, estudantes e fãs.
Uma característica muitas vezes citada como delineadora e que limita a fantasia é que a história difere do nosso universo duma maneira que não resulta da ciência ou tecnologia, mas sim devido a magia ou outro fenómeno anormal. Este critério é comumente, mas não universalmente aceito. Por exemplo, muitas das histórias infantis podem preencher este requisito, no entanto são consideradas um gênero diferente.
Como gênero, a fantasia está duplamente associada e distinguida da ficção científica e do horror. Todos os três gêneros contêm elementos de fantasia, e distanciam-se radicalmente da realidade, ou especulam radicalmente sobre a natureza da realidade. Se a Ficção Científica é considerada o gênero do que podia ser/poderá ser e a Alternate history o gênero do que poderia ter sido, a Fantasia é o gênero do que não é/não foi. Alguns escritores e críticos preferem por isso o termo ficção especulativa, devido às frequentes sobreposições entre gêneros. O termo fantasia científica é também por vezes utilizado para descrever histórias de ficção científica que incorporam elementos de fantasia, ou histórias de fantasia que ocorrem em cenários mais comummente associados com ficção científica.
Para complicar ainda mais a distinção, alguns sugerem que há uma distinção entre o gênero fantástico e outros gêneros fantásticos mais gerais, os quais usam elementos fantásticos em outros gêneros de ficção.

História

Apesar de o gênero, no seu sentido moderno, ter menos de dois séculos, os seus antecedentes têm uma história longa.
Começam talvez com os documentos mais antigos conhecidos pela humanidade. Mitos e outros elementos que surgiriam para definir a Fantasia e os seus subgêneros, foram parte de alguns dos mais grandiosos e celebrados trabalhos de literatura. Desde a Odisseia, as Lendas Arturianas, dos romances medievais à poesia épica da Divina Comédia, das aventuras fantásticas de bravos heróis e heroínas, monstros e reinos secretos, inspiraram muitas audiências. Neste sentido, a história da Fantasia e a História da Literatura estão intimamente interligadas.
A história do mundo moderno da fantasia começa com William Morris, membro da irmandade pré-rafaelita, que, nos fins do século XIX, se tornou o pioneiro do gênero com a obra “The Well at the World’s End” (o Poço no Fim do Mundo) e outras obras, e Edward Plunkett, Lord Dunsany, que continuou a tradição até ao século XX.
Desde o início até meados do século XX, muitas obras de fantasia foram publicadas nas mesmas revistas de ficção científica, sendo muitas vezes escritas pelos mesmos autores.
Nos meados do século XX, dois subgêneros de fantasia tornaram-se muito populares: High Fantasy e Sword and Sorcery (Espada e Feitiçaria). Dentro do gênero de High Fantasy, O Hobbit e O Senhor dos Anéis são marcos; outros trabalhos importantes são As Crónicas de Narnia, de C. S. Lewis, e as séries Earthsea de Úrsula K. Le Guin. Alguns dos mais importantes contributos para o gênero Sword and Sorcery incluem Fritz Leiber, Robert E. Howard e Clark Ashton Smith. A literatura fantástica viu a sua popularidade renovada no fim do século XX, muitas vezes influenciada por estes trabalhos e, tal como eles, influenciada por mitos e romances épicos e medievais.
A popularidade do gênero fantástico continuou a aumentar no século XXI, como é demonstrado pelo best seller Percy Jackson e os Olimpianos e no livro , como pelas adaptações ao cinema de algumas obras, que se tornaram êxitos estrondosos, de que são exemplo os recentes filmes d’O Senhor dos Anéis.

Media

A Fantasia é um gênero popular, encontrando lugar em quase todos os media. Enquanto que a arte fantástica e os filmes de fantasia foram altamente sucedidos, é na literatura que o Fantasia se expandiu mais e diversificou.
Os jogos de fantasia cruzam medias diferentes. O RPG primitivo, no qual apenas aparecia texto Dungeons & Dragons foi o primeiro e definitivamente o mais bem sucedido e o que mais influenciou futuros jogos, embora o jogo de pseudo fantasia científica Final Fantasy se tenha tornado um ícone dos RPG. Devido a estes, muita nova arte, literatura, e mesmo música surgiu. As companhias de jogos publicaram romances de fantasia com base no universo dos seus jogos ficcionais; Forgotten Realms e Dragonlance são as mais populares. Do mesmo modo, livros baseados em filmes de fantasia e séries de TV também se tornaram populares. Similarmente séries de novelas baseadas em filmes de fantasia e séries de TV encontraram seu espaço.
A fantasia moderna, incluindo a mais recente, também criou muitos subgêneros sem ligação clara com o folclore ou mitologia, embora a inspiração nestes temas continue. Os subgêneros da fantasia são numerosos e diversos, sobrepondo-se frequentemente a outros gêneros de fantasia especulativa. Contudo, dentro destes subgêneros destacam-se a fantasia científica e a dark fantasy, onde a fantasia se mistura com a ficção científica e o horror, respectivamente.

Subcultura

Os fãs de fantasia juntaram-se primeiramente na World Fantasy Convention, em 1975, que se realiza até agora, todos os anos numa cidade diferente.
Muitas destas conferências juntam fãs não só de fantasia, mas também de fantasia especulativa, e também de Anime. Dentro destas subdivisões incluem-se também outras subculturas, como os cosplay (pessoas que fazem/usam roupas baseadas em personagens existentes ou auto-criadas, comportando-se por vezes como essas personagens). Há também diversos livros de fantasia muito bem elaborados, como por exemplo, o livro de Edryon, que conta a história de um jovem elfo cinzento caçador de dragões, que procura resolver os diversos desafios e problemas do mundo fantástico de Fynge. Para os fãs de uma boa leitura gratuita, poderão conferir o livro através do link : http://www.bookess.com/read/1639-edryon/
A juntar a estes há também a enorme comunidade na Internet, que se dedica a ler e a escrever ficção.

Este texto pode ser encontrado no endereço http://pt.wikipedia.org/wiki/Fantasia_%28g%C3%AAnero%29

Um pensamento sobre “Especial Fantasia #2

  1. É uma pena mesmo que esses gêneros sejam tão fracos e pouco procurados por aqui. Ou, talvez até sejam procurados, mas a verdade é que o que eu costumo ver em pequenas ou grandes livrarias mundo afora, se compararmos somente as alas de fantasia, qualquer que seja, dá quase uma livraria toda nossa. É infinita a quantidade de livros de Sword and Sorcery, Vampiros, Mundos Alternativos, Ficção Científica, etc… Quando estive na Europa há um ano, sempre que dava eu pingava num livraria. Cara, outro mundo. Teve uma em especial em Amsterdã que eu amei. Eu cheguei a empilhar umas dezenas de livros que queria trazer, séries inteiras, mas o peso seria muito grande. Em vez disso, trouxe somente um… que hoje se tornou o meu xodó não pela história (ainda) por não tê-lo lido (cacofonia horrorosa) pq ainda não quer me desviar do que mais me fascina nele: a diagramação, o layout. E sei que um livro daquele, que está no mercado há MUUUITOS anos, não virá para nossas terras nunca. Não creio que haja muitos leitores para ele.

    Depois procura saber mais sobre o HOUSE OF LEAVES. Talvez eu já tenha falado dele, mas vale VER fotos das páginas para ter noção do que falo.

    Ei, tem entrada nova no meu blog! Dá lá teu pitaco! hehahehaheha

    Bj.

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