Oficina de Contos #2

Ok, acabei de ver o meu segundo exercício comentado no Portal Literal. O exercício era sobre narrador onisciente neutro e sobre a história cifrada do conto (o conto sempre tem duas histórias uma aparente e outra cifrada – isso tá lá na aula 1 da oficina). O meu texto segue abaixo com os comentários da Cíntia em letras maiúsculas.

Sentado na sala VÍRGULAele perscrutou seus pensamentos em busca do real significado para aquilo que estava sentindo. Ele a amava. Era simples assim. O único problema era como contar para os pais. Não que lhe faltasse coragem, mas que eles realmente eram de mundos diferentes. Anita o olhou firme com seus profundos olhos azuis. Ele desviou o olhar. Esparramada no sofá da sala ela o observava caminhar de lá para cá inquieto com o anúncio que deveria fazer durante o jantar. Pelo menos essa era a ideia. Ele tentou ensaiar as palavras mas elas não sairam. Esse era um assunto delicado, não podia sair falando assim, de qualquer jeito. Anita ajeitou seu corpo delgado e manteve os olhos fixos nele piscando vez por outra. Seus pais tinham que entender a sua situação, ainda que não concordassem. Ao longe ele percebeu o tilintar das chaves se aproximando. Ele foi até a janela e espiou através da cortina. Sua mãe se aproximava calmamente junto com o marido que carregava várias sacolas de supermercado em ambas as mãos. Eles conversavam descontraídamente e chegando à porta a abriram e adentraram a casa. Anita nem esperou, logo saindo do sofá e subindo as escadas em direção ao seu quarto sem ao menos olhar para trás. Ele ficou sem se mexer por longos instantes. A presença dos pais trouxe um frio na barriga e fez com que seus joelhos tremessem descontroladamente ATENÇÃO AOS ADVERBIOS EM MENTE. QUANDO SE USA UM, É CERTO QUE USAREMOS VÁRIOS!. Os espirros de sua mãe o tiraram de seu transe hipnótico e ele correu para ajudar os pais a colocar tudo na cozinha e a iniciar o jantar. Em seus pensamentos ele só pensava na pele aveludada de Anita e no seu rebolado quando subiu as escadas. Um sorriso logo brotou no canto dos lábios que morreu em segundos ao perceber o olhar desconfiado da mãe. Não seria nada fácil falar de Anita naquela noite. Disso tinha certeza.A hora do jantar finalmente chegou logo após o pôr-do-sol. Os pais o olhavam de soslaio, talvez intrigados com seu comportamento anormal. O jantar transcorreu como sempre, pai e mãe trocando elogios seguido de uma conversa saudável sobre comida natural e o valor das fibras na alimentação. E ele estava lá, sentado na mesa como não lhe era de costume esperando uma brecha para descarregar o assunto que ensaiara a tarde toda, mas que agora já havia se esquecido de como começar. Ele não sabia se começava contando como eles haviam se conhecido ou se iria logo ao assunto expondo os seus sentimentos e exigindo que fosse compreendido e acatado. Foi neste exato momento então que Anita apareceu sem cerimônia alguma e sem ser chamada e deu um salto por sobre a mesa do jantar. Ele ficou sem palavras e seu rosto queimou num misto de constrangimento e raiva. Ela apenas lambeu as patas e abanou a cauda. Maldita gata! Justamente na hora em que ele iria abrir o jogo e contar tudo para os pais.MUITO BEM! A IDÉIA É ÓTIMA. ACHO QUE O SALTO NA MESA DEVERIA SER A ÚLTIMA INFORMAÇÃO. ACHO ATÉ QUE, SE A TIRASSES, MELHORARIA. ME ENTENDES?

O que acham?

Agora vou ler os exercícios dos outros. hehehehe

Um pensamento sobre “Oficina de Contos #2

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